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IT'S ALIIIIIIIVE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fala sério, hein? Só não sinto mais vergonha de mim mesma pelo sumiço, porque deeeeeesde o começo do blog eu avisei que eu era dessas! Hahahaha sei que assim eu não ganho seguidores, mas fazer o que? Pelo menos não prometo o que sei que não vou cumprir. Me desculpem por isso! ♥

Mas vamos começar, não é? Estamos em maio de 2013 agora, já faz dois anos que eu fiz esse blog (e menos de 10 postagens, sei lá, hahaha). É curioso, né? Quanta coisa aconteceu até agora. Por isso, antes de entrar no assunto que eu queria falar, vou contar brevemente as novidades até agora!

Primeramente: meu conto "Homérica Pirataria" está de cara e casa nova! ♥ Ele deixou de fazer parte do Steampink, ganhou uma suave repaginada e mudanças de cena e agora foi lançado em formato e-book pela Editora Draco ♥ Ele pode ser comprado por qualquer link daqui: http://editoradraco.com/2013/03/21/homerica-pirataria-dana-guedes/ por apenas R$2,99! Pelo Amazon.com.br ele chegou e ficar por vários dias nas primeiras posições entre os contos mais vendidos de Fantasia *_* Passou "Crônicas de Gelo e Fogo" nos dois primeiros dias! Fiquei muito feliz, hahahahaha. Então eu peço a todos que comprem e me façam uma resenha, pra eu saber no que melhorar nos próximos contos *_* Dá pra ler em qualquer tablet, smartphone e até mesmo no PC! Basta baixar o aplicativo gratuito do Kindle, legal demais!

Além do "Homérica", também foi lançado, pela Ed. Estronho, o meu conto "Um causo dos que não se contam na floresta de concreto", que faz parte da antologia "Quando o saci encontra os mestres do terror". É uma história de terror baseada no folclore brasileiro do curupira ♥ Vocês podem comprar a antologia completa (em formato e-book ou impresso!) ou podem comprar apenas o meu conto, disponível aqui. Custa apenas R$1,99! ♥

E em breve, pela Ed. Tarja, meu conto "Akazoku" será lançado na antologia MEGA-LEGAL chamada "Retrofuturismo", com todos os 'punks' que fazem parte da história e da literatura!


Meu conto é de Transistorpunk e foi uma das histórias com background mais legal que eu já criei! Eu acho que vocês vão curtir, quando sair eu aviso a todos, especialmente pelo Facebook.

E a mais recente novidade é justamente o motivo de eu fazer o post de hoje! Em breve também, pela Draco (minha editora oficial, que abraçou todas as minhas ideias loucas ♥), irei lançar o "Flor de Ameixeira", um conto de terror com yaoi. Isso mesmo, yaoi! Amor entre menininhos! Hahahaha ♥ Pra quem me conhece sabe que eu sou fã do gênero há muitos anos, jogo RPG yaoi e faço muuuuitos cosplays de menininho, mas nunca havia escrito um conto gay de verdaaaaaaade mesmo, para ser lido em público, Hahahaha. Pois o Erick, meu editor, adorou (mesmo sendo hetero!) e agora estamos lançando, quando estiver no ar eu avisarei a todos. Estou muito muito muito animada, de verdade!

Então é sobre isso que irei falar hoje: YAOI.
Já prevejo muita gente torcendo o nariz, hahahaha. Mas acho que o post vai vir bem a calhar. Muita gente me pergunta porque eu gosto de yaoi. Quer dizer, eu sou mulher, adulta, hetero, por que eu gosto de ver menininhos se pegando? Tem gente que acha que é doença, fetiche, sei lá, mil coisas. Bom, devo admitir que tem MUITAS fãs de yaoi que são completamente piradas mesmo, hahahaha, mas eu me considero uma fã do tipo normal, na medida certa. Não vejo yaoi em tudo, mas não uso antolhos, como muitos fãs de casais "heteros". Então vamos lá, vamos situar o yaoi:

O gênero de Boys Love (ou BL) é muito comum no Japão, nos animes, mangás, games, tudo isso. Aliás, eu - Dana- não costumo ver 'yaoizisses' em coisas fora desse universo, só no que é proposital, mas já falarei disso! Enfim, existem vários níveis de "amor de menino", nós temos o Shounen-ai (literalmente Boys Love), que é uma coisinha suave, mais meiga, mais Bromance e tal, essas coisas. Temos o yaoi mais propriamente dito e descarado. O Lemon, com cenas de sexo explícito... Enfim, são muitas divisões e umas que eu nunca vi na vida, mas são detalhes irrelevantes pra um post geral como esse.

De qualquer jeito, seja a divisão que for, o público alvo dessas mídias envolve garotas de todas as idades, número e grau. Sim, MENINAS. É feito para mulher! Claro que existem os garotos que gostam, mas num geral é para a mulherada mesmo. Existe até um termo para denominar as fãs nas assíduas do gênero: Fujoshi. Mas por que meninas gostam tanto disso, eu inclusa nessa conta? Bem, falando por mim, eu gosto porque acho uma gracinha e sexy. Talvez seja o equivalente ao motivo dos caras gostarem de ver um casal de lésbica, sabe? Com a diferença que não é só a pegação, é também a história por detrás. E existem realmente mangás BL com casos de amor lindos! Eu gosto mesmo - devo, não nego e não me arrependo, HAHAHA. E não estou sozinha nessa. Milhares e milhares de garotas no mundo inteiro adoram e criam um fandom (conjunto de fãs de uma mesma coisa) gigantesco que ingere yaoi, ESPECIALMENTE as japonesas.

Agora vocês vão dizer: "Nossa, a Dana brisou! Como assim as japonesas curtem essas coisas? O Japão só tem gente reprimida, eles nem deixam os gays sairem do armário!". Pois é, gente, mas existe uma verdade que não é de conhecimento geral das pessoas. O Japão só se tornou um país categoricamente hetero depois da abertura dos portos para os países estrangeiros, quase em 1900. Ou seja, há pouco mais de 100 anos, um dos ensinamentos da disciplina samurai era que apenas o amor entre dois homens era puro e verdadeiro. A mulher era feita apenas para a reprodução. Esses ensinamentos eram chamados Shudou.

(Sim, são dois homens na imagem!)

Havia uma porção de "atividades" homosexuais, na época. Para os samurais, era o amor entre um jovem aprendiz e um mestre, considerado sagrado para a luta nos campos de batalha: O mais jovem ganharia experiência, o mais velho receberia juventude, e ambos teriam força de vontade para lutar um pelo outro.

Também havia a pederastia entre os monges budistas, os prostitutos, os onnagatas (atores de teatro Kabuki que faziam papel de mulher -porque mulheres não podiam atuar- e geralmente se prostituíam depois das peças)... enfim, uma infinidade de coisas. Quando os Estados Unidos tomaram conta do Japão e de sua cultura, essas práticas acabaram, assim como todo o resto, e o Japão foi se tornando mais... como eu diria? "Comum", como os países ocidentais, que abandonaram as antigas práticas homossexuais muitos séculos antes, quando o cristianismo acabou com a cultura greco-romana e toda a putaria que rolava por lá, Hahaha.

Mas bem, prosseguindo com o comportamento da sociedade japonesa. Essa coisa de amor entre homens ser puro, da mulher ser reprodução... apesar de ter acabado, a consciência meio que fica até hoje. Não é a toa que o Japão é um dos países mais machistas do mundo. Pra quem já teve a chance de conviver bastante com japoneses nativos, deve saber que é realmente diferente o modo como dois garotos se tratam e como um garoto trata uma menina. A amizade entre dois homens é muito mais aberta, eles se sentem à vontade um com o outro. Tanto é assim que é _extremamente_ comum os banhos públicos só para homens. Na pensão onde eu morei em Tokyo, o chuveiro dos meninos era coletivo. Todos os caras ficam lá, pelados de boa, conversando, sem preconceito ou pudores em ficar olhando o pipi do outro, hahaha. Sem contar quando eles saem pra beber, ficam se agarrando, também brincando com essa coisa de ser gay. É bem legal, na verdade, hahaha porque eles não tem a nossa malícia nem o nosso preconceito (a menos que sejam gays assumidos, aí a coisa muda de figura). Mas também é um ambiente bem propício a essas histórias de Boys Love e não é a toa que a coisa toda do yaoi é mais forte lá. Se for parar pra ver, muitas histórias se passam na época da escola (adoro! Hahaha) ou em situações cotidianas do gênero. Isso é porque existe um motivo por trás, seja gay de verdade ou não, que dá espaço para florescer esse tipo de história.

E vende viu? VENDE MUITO. E quanto mais o tempo passa, mais vende e o público só cresce! E isso pode ser visto nitidamente, refletido em todo o cenário de cultura pop japonesa. Eu escolhi alguns exemplos para mostrar e ir comentando! Olhem só isso:



Esse é Slam Dunk, um anime/mangá dos anos 90 que falava sobre times e jogos de basquete, lançado pela Shounen Jump. A Shounen Jump é uma revista semanal, lançada pela Shueisha, com mangás que são basicamente voltados para garotos. Shounen = menino, em japonês. São mangás num geral mais agressivos, com mais ação e menos mamão-com-açúcar e romancinho, como são os mangás Shoujo (para meninas). Agora olhem isso:




Esse é Kuroko no Basket, um anime/mangá lançado em 2008 (o anime é de 2012), TAMBÉM pela Shounen Jump, que TAMBÉM fala sobre times e jogos de basquete. Deu pra reparar a diferença, né? Em dez anos, tudo mudou no universo "shounen" e isso porque muitas MENINAS começaram a consumir mangás "para meninos". Essa diferença que era tão gritante, hoje em dia não existe mais. E a gente encontra nesses novos "shounen" um traço muito mais delicado, mais feminino e -SIM- com várias indiretinhas e cenas de "fanservice" de Boys Love, justamente para agradar o público feminino. Então sempre que alguém que não é fã de yaoi torcer o nariz dizendo que "ai ficam vendo casal onde não existe", melhor parar para repensar. Às vezes não existe mesmo, é só porque a pessoa gosta. Mas às vezes são essas ceninhas propositais, feitas justamente para VENDER para esse novo público formado por garotAs.

Outros exemplos:



K Project: Vocês acham mesmo que é "sem intenção" que eles colocam cenas e artes oficiais como essas? Os dois personagens "opostos" ligados com flores e uma fita que curiosamente parece a "linha vermelha do destino". Ou o fato do Munakata acender o cigarro dele no cigarro do Mikoto?
Não, gente. Desculpa, mas não é por acaso.
INDEPENDENTE de achar que é casal ou não, de aceitar, de ser ou não ser, a questão é que cenas e artes assim são feitas justamente para as meninas surtarem, gostarem do casal e também para fazerem cosplay. O cenário de cosplayers hoje em dia é composto 90% de meninas. Por isso que eu digo que pessoas que "não aceitam" mulheres fazendo cosplay de personagens homens estão paradas no tempo. Hoje em dia é RARO achar um homem fazendo cosplay de homem. Ok, eu conheço muitos, mas se for parar pra ver em números, é uma porcentagem muito pequena. Dos cosplayers famosos que são "meninos lindos", quase todos são meninAS, hahaha. Reika, Stay, Yuegene... acho que dos nomes mais populares apenas o Kaname é que realmente tem algo dentro das calças. Esse é o novo perfil, não apenas dos cosplayers, mas dos fãs de anime e mangá japoneses.

E não pára por aí não, vamos para mais exemplos:
Tiger & Bunny, "Você tem cílios longos e lindos". O próprio criador de Tiger & Bunny disse, quando perguntaram se o Kotetsu e o Barnaby, protagonistas da série, eram um casal gay: "Fica a critério de quem assiste". Se não era, por que não disse "não"? É uma estratégia de marketing muito inteligente, na verdade, assim mantém como fãs tanto quem curte yaoi quanto quem não curte. Mas se está em aberto é porque a gente pode gostar do que quiser, certo?

Prosseguindo:
Lost Canvas, quando Minos encontra Albafica de Peixes: "Que homem lindo!". Isso somado ao traço mais delicado e outras frases de duplo sentido faz a dupla ser um dos casais favoritos das fujoshis. E, claro, não podemos esquecer de Phantasos, o deus do sono travesti, apaixonado por El Cid de Capricórnio:

E mais alguns exemplos:

Kuroshitsuji: Além do zilhão de cenas fanservice entre Sebastian e Ciel, na série principal, no anime o Alois (personagem loirinho da segunda foto) diz com todas as letras que ama seu mordomo.
Ah sim, gostaria de lembrar aos meus leitores que NENHUM desses animes/mangás que eu estou citando são classificados como Boys Love. São apenas comuns, para todos os gêneros de leitores.


Nem Naruto escapou da onda!

Em Hetalia, Hidekaz Himaruya (o criador da série) divulgou que o Suécia é realmente gay e apaixonado pelo Finlândia, a quem chama de "esposa". Mas apesar de ser o único personagem "assumido", quem já assistiu a série sabe que existem 1.000.000.000.000 de coisas bem boys love de outros characters também.


BRAVE 10: Unno Rokurou (o de jaqueta quadriculada) é o braço direito de Sanada Yukimura e por todo o anime e mangá os leitores podem ver os dois sempre literalmente grudados. Rokurou até divide a cama com Yukimura em muitas cenas, sempre acordando do lado dele e em uma das side stories, a criadora escreve o quanto eles se completam e formam um só. E pra não falar só deles, o personagem Goemon também é declaradamente apaixonado pelo Koujurou, vassalo de Date Masamune.

 Zone-00: Uma imagem não é o suficiente para ilustrar esse mangá, Hahaha. Além desse beijo entre irmãos, também temos muitos personagens masculinos que parecem mulheres, personagens meninos que gostariam de ser meninas, apaixonados por outros meninos e... enfim, é uma coisa de louco! Mas se engana quem pensa que é classificado como Boys Love, porque a maioria dos casais são hetero, cheio de garotas peitudas também! Hahahaha! Feito para todos os gostos.

Bem, e para não dizer que é apenas anime e mangá que entrou nessa dança, diversas outras mídias pop também começaram a se moldar para o novo público, como por exemplo, os Tokusatsu. Isso mesmo, os "Power Rangers originais, do Japão". Vou ilustrar:

Aqui temos Dengeki Sentai Changeman, no auge dos anos 80.

E aqui temos Samurai Sentai Shinkenger, de 2009. Deu para reparar a diferença, né? Os atores "tiozões" com cara de super heróis foram trocados por garotos bonitos, atores populares e modelos. Uma curiosidade é que MUITOS atores de sentais já participaram de algum filme yaoi.  Quer ver? Olhem embaixo:

 Esse é Tokumei Sentai Go-Busters, lançado no ano passado. Estão vendo o menino de azul? O nome dele é Ryoma Baba e ele já participou de diversos filmes da série boys love Takumi-kun.

Aqui nosso menino Baba Ryoma beijando o namoradinho dele no filme! A propósito, em Shinkenger, o de azul (Hiroki Aiba) também já participou de um filme da série Takumi-kun, mas não beijava ninguém, hahahaha. O Hiroki também já fez outro filme "shounen-ai" chamado Sukitomo.

Enfim! Esses são apenas alguns exemplos das milhões de coisas que eu poderia citar, se eu pudesse escrever infinitamente um post ainda maior que esse, hahaha. Isso porque eu nem quis falar de yaoi DE VERDADE, porque é claro que quem gosta do gênero conhece muito mais coisas que são oficialmente gays. Eu só queria mostrar que hoje em dia, mesmo a indústria pop "típica" japonesa traz MUITAS coisas e influências de boys love, justamente para agradar esse novo público feminino que chegou abalando geral.

Apesar de eu gostar bastante do gênero, eu não quis escrever isso tudo para fazer uma apologia ao yaoi. Na verdade eu só queria mostrar o boys love em outro parâmetro, comercial e comportamental, para que as pessoas que não gostam, pelo menos entendessem um pouco mais sobre o tema e ver que nem sempre a gente "enxerga o que não existe". Muitas vezes não existe mesmo, oficialmente, mas bem que eles jogam uma pimentinha para ver a galera surtar, hahahaha.

E é isso, espero que vocês tenham gostado ♥ Aguardem o "Flor de Ameixeira" em breve, para venda online!

4 comentários:

Suellen Specart disse...

Gostei muito do seu texto, Dana. Nunca parei pra pensar sobre essa jogada de marketing e realmente você está certa. Boa sorte com seu novo conto.
Beijo

Min disse...

Hahaaaaaaaaaa eu ri tanto lendo isso! Porque tudo é verdade! Muito bom!!!

Takai Seika -chan disse...

e Tem uta no prince sama também!!!
é um anime q mostra quão gays garotos heteros podem ser xD
fanservice! \o/

Rainer Iago disse...

Isso é verdade, eu desconfiava disso hahaha. Não fico surpreso! Legal

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